terça-feira, 6 de setembro de 2022


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    Sobre INDEPENDÊNCIAS E DEPENDÊNCIA: - uma breve análise reflexiva sem medo de sujar os dedos na ferida exposta  -

     

2 de julho marca a data da Independência da Bahia.

O ano é 1823. Para muitos é a "verdadeira data" que marca a expulsão dos portugueses ao invés do oficial 7 de setembro de 1822.

Não foi no grito de um monarca. Mas uma luta popular travada com simbolismos que remetem à resistência indígena e escravizada.

 

Mas...A VERDADEIRA INDEPENDÊNCIA ainda não chegou, catzo! 😤


Se não mais Portugal dá as ordens por aqui, temos outros "invasores".

Submetidos a uma ex-colônia britânica(EUA), que seguiu os passos e as lições deixadas pela ex-metrópole inglesa, seguimos sofrendo

a amargura da  existência de sermos subdesenvolvidos graças a um modelo econômico capitalista dependente e periférico. 


Adotado no século passado, o desenvolvimentismo nos legou direitos, mitigou algo aqui e ali, e hoje o patético processo desindustrializante e rentista nos deixam a ver navios. Afundando…


E por que nos submetemos? Será mesmo que é o "destino" - manifesto ? - de sermos inferiores, herdeiros de 350 anos de escravidão, pagando por um mal de sermos latinos e viver numa terra “em que se plantando tudo dá”?


Ou pagamos pela submissão sorridentemente cínica das “elites” dominantes que sempre se prestaram ao papel capachildo de venda do território junto com suas riquezas naturais em meio a um processo extrativista e que hoje rende polpudas compensações bilionárias para um 0,1%? 


Ordem e Progresso é o nosso cavalo de Troia.


Mas não nos iludamos…


Não vai ser no grito, nem vai ser no voto para mudarmos essa trajetória cujo rastro está pavimentado pelo sangue derramado dos que morreram, seja em revoltas ou pela omissão dos governos governados; Mas na luta e na lida da insurgência!


Um dia…quem sabe, UM DIA!



 Charge: Henfil

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