É controverso o que vai ser dito aqui, mas às vezes é necessário que o mal se manifeste para que possamos identificar a sua cara e a sua origem. E assim saber de que maneira podemos o enfrentar e nos proteger.
Quando as coisas são muito subliminares e pouco evidentes, tudo que pode ser demonstrado vira mera especulação em um cenário nebuloso. E de outra maneira, o escancaramento de algo despudoradamente terrível e nefasto é o que precisamos de vez em quando para estarmos atentos ao que se anuncia.
Assim podemos conjugar a ascensão do tal trumpismo e seu festival dantesco de ameaças e arroubos que promovem um desconforto geral principalmente nos aliados (sabujos) do ianque imperialismo pelo mundo afora.
São reações de perplexidade, temor e até para alguns, desespero.
Não é de hoje que o imperialismo se manifesta de maneira criminosa, só que a diferença e a relevância possuíam um grau e uma maquiagem que o establishment sempre conseguiu disfarçar e ocultar. Funcionava bem a técnica de manipulação em massa naquilo que consistia em dissimular e suavizar o avanço expansionista dos EUA.
A pilhagem comercial sempre foi a tônica nas relações comerciais, geralmente assimétricas e de nenhuma contrapartida por parte da hegemonia estadunidense.
A diferença entre republicanos e democratas reside exatamente no método aplicado do assalto a ser praticado contra o mundo; de solos ricos em minérios e petróleo à corações e mentes.
Intervencionismo, chantagem, sabotagem e sanções; a eterna dança macabra ao qual governos e países sempre valsaram à beira de um abismo financeiro, sempre com os ventos da geopolítica soprando contra para empurrar a todos a uma queda sem fim...
Historicamente lucrando com o caos e a desigualdade na periferia do capitalismo, nos âmbitos social, político, econômico e ideológico, e também na propaganda de defesa da sustentabilidade ambiental e da defesa das minorias, as agências do departamento de estado ianque sempre tiveram trânsito livre e acesso total pelos territórios daquilo que eles acreditam ser o seu quintal; ou como reza a cartilha da Doutrina Monroe: "A América para os americanos".
Agora seria "o mundo para os americanos"? Ou será somente a última cartada de um império decadente que vê ruir a sua supremacia econômica e militar diante de inimigos hoje tão ou mais potentes, tais como China e Rússia? Cairá atirando até quem sabe até "o último americano"?
O "tarifaço" trumpista é o anúncio da trombeta do apocalipse para muitos. Ou só o som de uma flauta tocando na floresta por gnomos?
Independente do que venha a ser, é uma hora boa e necessária para que A GRANDE MAIORIA no mundo inteiro desperte para uma tomada de consciência em que a ruptura e a radicalização sirva de base para uma reviravolta histórica; como fosse uma ampla defesa antiaérea contra os mísseis desse ataque indiscriminado pelo terrorista de plantão ocupante do trono imperial da Casa Branca.
