sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

PARA ONDE VAI A VENEZUELA?

 


Um imenso ponto de interrogação pintado (a óleo...) sobre a bandeira venezuelana se apresenta.

Esta não é somente uma simples indagação e talvez seja até uma pergunta retórica:

PARA ONDE VAI A VENEZUELA?

Sem querer ser adivinhão ou dar uma de pitonisa da geopolítica, igual fazem alguns por aí, é preciso ter cautela e ao mesmo tempo muito rigor para analisar os rumos que terá o país vizinho no decorrer dos acontecimentos.

Mas as primeiras impressões geram um misto de apreensão, indignação e impotência.

A vice Delcy Rodriguez conversou por telefone com Trump e já fala em uma "transição política". Mas o que isso significa? E as investigações sobre como se deu o ataque e sequestro de Nicolás Maduro e a primeira dama serão esclarecidas ou fica por isso mesmo? Cooptação? Traição? As dúvidas e incertezas pairam no ar e pelo andar da carruagem por muito tempo ainda.

É mais fácil "esquecer" o que se passou, a soberania violada, o espaço aéreo invadido, as embarcações atacadas e todos os mortos nessa investida imperialista.

A questão do petróleo, o elemento chave da cobiça imperial, que nem mesmo os falcões/abutres do Norte não conseguem nem mais esconder dada a baba que escorre pelos cantos da boca do tio Sam, onde se localiza a maior reserva do planeta não pode ficar sob a guarda de latinos e nacionalizada pelo comandante Hugo Chávez, que a esta altura deve estar se revirando no túmulo.

Lamentável se o ideal de Bolívar sucumbir pela fraqueza e submissão dos remanescentes deste governo. Seria a repetição de um mais do mesmo da história trágica da América Latina, se prevalecer uma vez mais o peso dos interesses ianques sobre a soberania dos povos de "nuestra America".

Se o regime ainda não foi derrubado externamente, pode vir a sê-lo internamente? Se isso acontecer, então a pergunta estará respondida e confirmada a traição.

As hienas da oposição como Maria Corinavirus e et caterva esfregam as mãos ansiando pela oportunidade de se locupletarem em detrimento da desgraça do povo que sofre pelo embargo econômico do regime criminoso estadunidense. Isso caso consigam se eleger para alguma coisa, e se o bravo povo venezuelano que está indo às ruas em defesa do regime assim permitir.

Mesmo o acordo com a China que previa segundo o economista Richard Wolf cerca de 200 bilhões de dólares, pode estar em processo de suspensão. Além do sequestro de ativos em ouro no exterior e o próprio bloqueio econômico, podem selar de vez o destino da pátria venezuelana.

E por aqui os "chapéus de alumínio" e a mídia vassala estão ávidos em anunciar a "boa nova" da "democracia" e o fim da "ditadura" venezuelana.
Que ao menos atendam os refugiados de lá ao baterem em suas portas...


sábado, 10 de janeiro de 2026

O PH DO DIREITO INTERNACIONAL


 

Após o ataque estadunidense que deixou uma estimativa de mais de cem mortos na Venezuela e o sequestro do presidente Nicolás Maduro e sua esposa Cilia Flores, analistas passaram a citar o até então "esquecido" DIREITO INTERNACIONAL.

A flagrante violação da carta da ONU na operação ianque na Venezuela não é nenhuma novidade. É modus operandi do imperialismo desde o final da Segunda Guerra Mundial.

Foi assim no Panamá, Granada, Guatemala, Honduras...

Mas o que vale para alguns, parece não valer para outros que sofrem e padecem do mesmo mal imposto pela super potência do Norte. E em especial o seu "satélite" no Oriente Médio, Israel - reconhecido pela ONU desde 1948 - que vem sistematicamente ao longo do tempo violando aquilo que podemos denominar de DIREITO INTERNACIONAL.

É questão tabu criticar Israel e a sua ideologia sionista no ocidente. É pra ser acusado de "antisemita", ou "nazista" pelos defensores dos "direitos humanos" que não enxergam direito os humanos palestinos, oprimidos e massacrados pelo "democrático" estado de Israel.

A máscara desse estado criminoso está caindo e a realidade grita fazendo-se enfim ouvir por até então alguns ouvidos moucos que tratavam a questão palestina e o terrorismo sionista com extrema moderação.

Mas aludir pelo DIREITO INTERNACIONAL da Palestina e seu povo ainda não está na pauta de boa parte dos analistas. Enfim, um papel que já foi utilizado pelos ianques, ingleses, franceses e israelenses diversas vezes na História como papel higiênico para limpar o rabo e ser descartado no lixo após o uso.

Caem por terra as teorias liberais do direito. Afinal de contas, quem se importa com DIREITO INTERNACIONAL quando são os plutocratas cafetões da democracia que mandam no planeta?

O papel que importa para essa casta global parasitária é outro; verde e pintado com números...

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

ENQUANTO ISSO, NA SOMALILÂNDIA...

 *(Publicado em Palestina Hoje no Telegram)

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*O Ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel, Gideon Saar, chegou à Somalilândia na terça-feira de manhã, na primeira visita oficial desde que Israel reconheceu a soberania da região separatista da Somália.

Saar foi fotografado a reunir-se com o Presidente da Somalilândia, Abdirahman Mohamed Abdullahi.

Saar e Abdirahman estão programados para realizar uma conferência de imprensa conjunta no palácio presidencial em Hargeisa, a capital da Somalilândia, no final do dia.



Enquanto isso, o sionismo avança na África...


Enquanto EUA, Rússia e China encabeçam suas zonas de influência, parece que neste momento - enquanto o foco está voltado para a América Latina com o caso da ação de terrorismo de estado estadunidense contra a Venezuela - Israel age paralelamente na surdina avançando para a África. 

O projeto da "Grande Israel" parece querer aumentar a sua expansão para além do Oriente Médio e visa talvez neutralizar a resistência anti colonialista dos povos e países daquele continente.

A Somalilândia emancipa-se da Somália que há anos vem sofrendo com uma guerra civil, patrocinada pelos ianques (...sempre ele$). 

Guerras separatistas são sempre bem vindas para os negócios lucrativos das armas. A indústria bélica fatura como nunca!

Os números vão para muito além das planilhas financeiras e atingem a cifra de 4 milhões de mortos, atingidos diretamente pela guerra quanto pela fome decorrida em consequência.
Um quadro de crise humanitária cada vez mais agravada pela mentalidade criminosa expansionista de uma potência, financiando grupos terroristas e alimentando conflitos tribais, levando ao poder seus fantoches e espantalhos.

Enfim, o resumo de todo esse quadro ainda muito complexo, está nos pontos de ligação e de interesse que unem EUA e Israel. 
Carta branca do sionismo para agir à vontade geopoliticamente e estabelecer colaborações mútuas com entrepostos estrategicamente bem localizados geograficamente e em momento de turbulência interna (guerra civil, revolução colorida...).

O contexto atual permite conexões avançadas do ponto de vista do "vale tudo" que se tornou a geopolítica, uma selva de predadores vorazes, contra presas fáceis, atraídas pelo cheiro da oportunidade e iludidas pela obtenção de vantagens a perder de vista...o que na realidade nunca se cumpre.

No mais, a possibilidade da criatura crescer e se tornar maior que o criador é sempre uma constante. Só para lembrar, foi o Reino Unido quem fomentou os EUA. Lançando na terra da América, a semente de uma erva daninha. 
E hoje os EUA reinam de maneira imperialista, tendo como aliado subjugado o próprio Reino Unido.

Os EUA em relação à Israel segue a mesma trilha. Zero surpresa se num futuro não muito distante, o sionismo assumir escancaradamente a sua dominação global, tendo os EUA na sua coleira...a coisa ainda está muito nas sombras. Mas um outro dia está nascendo e ele não parece muito ensolarado e agradável. 
Muito pelo contrário.



segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

ANO NOVO E O VELHO IMPERIALISMO ATACA NOVAMENTE...



O ano de 2026 mal começou e no último dia 3 de janeiro, a América Latina mais uma vez foi atacada pelo seu maior inimigo histórico.

O "feliz ano novo" do imperialismo foi saudado e comemorado por idiotas nas redes sociais. 

O que aconteceu na Venezuela foi mais uma intervenção imperialista alegando defender a democracia, a liberdade e os direitos humanos, de combater o tráfico de drogas, ou seja, a velha alegação manjada encobrindo a sua disposição a roubar petróleo. Posto isso, vamos para a página seguinte.

Diante das análises vistas até agora, é preciso atentar aos fatos, sem esquecer as razões e premissas históricas que o antecedem.

Era óbvio a tara de Trump em pegar todo o petróleo venezuelano e para isso não mediu esforços. Ou nem precisou de muita força.

Não houve golpe de estado e nem invasão. Mas talvez houve cooptação...

Bombardeios anteriores fizeram vítimas civis e militares. Há informações de alguns confrontos envolvendo cubanos.

Não há credibilidade alguma naquilo que é vinculado por Globo, CNN e et caterva; só servem pra chancelar as alegações farsescas sobre "narcoterrorismo" contra o "ditador" Maduro disseminadas pela "matriz". 

O que não é nenhuma novidade.

A máquina ideológica do aparato midiático está muito bem azeitada como sempre. 

A cronologia da operação empregada foi atingindo objetivos, tudo ao seu tempo, ora com ameaças e mentiras(operações psicológicas) e outras com ações efetivas(militares), como os sequestros de navios petroleiros e ataques a pequenas embarcações.

Mas um helicóptero estadunidense pousar e raptar o líder venezuelano, sem haver o menor sinal de resistência, não é no mínimo estranho? Será que desligaram os radares? A bateria antiaérea tampouco foi acionada.

A maneira pela qual Maduro e sua esposa foram sequestrados é algo ainda nebuloso.

Maduro foi capturado. Mas o regime continua. E a soberania venezuelana está ferida.

Até quando resistirá o bolivarianismo é uma incógnita apesar da resiliência anunciada da vice-presidente Leucy Rodrigues, que afirmou que "Nicolás Maduro ainda é o presidente." Embora o cafetão laranja afirma que a Venezuela está agora sob sua asa.

Dúvidas e incertezas ainda pairam no ar e talvez o desfecho não esteja muito longe de acontecer.

A segurança pessoal de Maduro, a cúpula das Forças Armadas, os ministros, e todo o entorno de Maduro parecem ter seguido a um infame script de rendição sem a menor resistência.

O motivo? Medo de um "banho de sangue" ou cooptação via suborno?

Hugo Chávez conseguiu por duas vezes reverter um golpe do imperialismo contra a pátria venezuelana. Mas Maduro não parece ter conseguido manter seu legado. Deixou se levar, sem esboçar reação alguma.

Mais uma cartada da Doutrina Monroe e do Destino Manifesto se fez valer. A AMÉRICA é DELE$ mais uma vez. Dos canalhas pedófilos, sociopatas e terroristas, amigos de Epstein. Tanto faz ser democrata ou republicano.

Infelizmente, o imperialismo segue sendo o imperialismo e a América Latina segue sangrando. É mais um capítulo de uma geopolítica criminosa em ação.

As "notas de repúdio" tímidas de governos da região evidenciam toda impotência em ação e um grau de conivência com as ações imperiais, que só não são piores do que as manifestações abertamente festivas dos jaguaras da Argentina e do Equador. Mas cada um com seu grau de vassalagem, que no decorrer do tempo sempre se portaram como bons lacaios servidores dos falcões. À exceção de Colômbia, Cuba e Nicarágua, prováveis próximos alvos dessa ofensiva terrorista. À ver.

Mas fiquem tranquilos, compatriotas, aqui no Brasil não será necessário dar um tiro sequer, muito menos utilizar de bombardeios, pois os ianques entram pela porta da frente, roubam e comem a nossa comida, emporcalham a casa, cagam e não dão descarga, vão até o quintal e ensinam um pouco de inglês aos nossos indígenas e ainda praticam treinamentos militares. Tá tudo certo e dominado. Não precisam apelar para o "hard power", já que através do "soft power" conquistam mentes e corações, feito um filme ruim do róliudiano sionista Tarantino. 

Aqui a QUÍMICA é perfeita...

E que o povo venezuelano resista bravamente. Não será mais possível tolerar a inépcia e a conformidade. Os setores ditos de Esquerda precisam de altivez e abandonar o bundamolismo. Ou então, continuaremos sendo presas fáceis capturáveis na selva imperialista, bem mais do que foram Maduro e sua família.

Ou a História se repetirá ad eternum como farsa e tragédia!

PARA ONDE VAI A VENEZUELA?

  Um imenso ponto de interrogação pintado (a óleo...) sobre a bandeira venezuelana se apresenta. Esta não é somente uma simples indagação e ...