A estranha presença de um Boeing da CIA em solo brasileiro, talvez não
cause espanto. O céu, a terra e o mar latino americanos são vistos como
propriedade dos ianques. Quintal. Fazenda.
Em mais uma investida
agressiva contra a soberania, Tio Sam movimenta seu "big stick" em
direção ao mar do Caribe, mais precisamente até a costa venezuelana.
A
advertência de navios da frota ianque se aproximando rumo a América
Latina, configura mais uma vez um quadro da intervenção imperialista.
Sob
a alegação fajuta de combate ao "narcotráfico", ou "terrorismo", a
velha e manjada mentira estadunidense se faz ecoar para se apoderar da
maior reserva de petróleo do planeta.
Foi assim no Iraque em
2003, foi assim na Líbia em 2011...e outras mais invasões unilaterais,
sob a alegação da defesa da "democracia" e da "liberdade".
Os EUA não respeitam a soberania de nenhum país.
Se
julgam donos do mundo, gostam de "surfar" sobre rios de sangue. Que o digam os palestinos, massacrados por décadas pelo sionismo. Seja qual for o terrorista, digo, o presidente
de plantão, seja ele democrata ou republicano. Pelos serviços prestados
chegam até ganhar Nobel da paz, tal qual o carniceiro Obama.
O
laranjão Trump não foge da regra e escancara de modo turbinado a
aceleração da escala expansionista imperialista, movido pelo destino
manifesto e a doutrina Monroe.
O caso aqui configura uma
tentativa desesperada de manter sob seu controle as reservas de petróleo
em seu domínio. Assim como também vale para se adonar de outras
reservas em "terras raras". Lítio, nióbio, ouro...
Cabe aos
governos próximos uma postura de defesa intransigente e solidária da
soberania nacional e popular. O presidente venezuelano Nicolás Maduro já
tem de prontidão 4,5 milhões de milicianos, gente do povo, como deve
ser, armados para defender sua terra do maldito invasor.
E o
governo brasileiro que trate de deixar de ser lacaio dos EUA, pois
quando vetou a entrada da Venezuela nos BRICs e acusou as eleições
venezuelanas de fraudulentas, fez o jogo que agrada Washington. Nada de novo nesse front, afinal de contas...
Quando o Paraguai permite a intromissão do FBI em suas terras para suposto combate ao
Hezbollah ou quando tropas ianques se movimentam no Peru e Equador, fica
complicado de acreditar numa unidade latino americana a não ser a da
vassalagem e do capachismo ideológico e geopolítico, que permeiam boa
parte dos governos da região.
Os governos mexicano e colombiano
acenam com uma posição de defesa da soberania. Pena não terem a
companhia dos demais que por medo ou conveniência omitem uma atitude e
posicionamento condizentes com aquilo que entendemos por dignidade e
amor próprio.
Que se levantem todos ante a tirania!

