sexta-feira, 22 de agosto de 2025

OS "DONOS DO MUNDO" QUEREM CONTINUAR SURFANDO...

 

 

 


A estranha presença de um Boeing da CIA em solo brasileiro, talvez não cause espanto. O céu, a terra e o mar latino americanos são vistos como propriedade dos ianques. Quintal. Fazenda.

Em mais uma investida agressiva contra a soberania, Tio Sam movimenta seu "big stick" em direção ao mar do Caribe, mais precisamente até a costa venezuelana.

A advertência de navios da frota ianque se aproximando rumo a América Latina, configura mais uma vez um quadro da intervenção imperialista.

Sob a alegação fajuta de combate ao "narcotráfico", ou "terrorismo", a velha e manjada mentira estadunidense se faz ecoar para se apoderar da maior reserva de petróleo do planeta.

Foi assim no Iraque em 2003, foi assim na Líbia em 2011...e outras mais invasões unilaterais, sob a alegação da defesa da "democracia" e da "liberdade".

Os EUA não respeitam a soberania de nenhum país.

Se julgam donos do mundo, gostam de "surfar" sobre rios de sangue. Que o digam os palestinos, massacrados por décadas pelo sionismo. Seja qual for o terrorista, digo, o presidente de plantão, seja ele democrata ou republicano. Pelos serviços prestados chegam até ganhar Nobel da paz, tal qual o carniceiro Obama.

O laranjão Trump não foge da regra e escancara de modo turbinado a aceleração da escala expansionista imperialista, movido pelo destino manifesto e a doutrina Monroe.

O caso aqui configura uma tentativa desesperada de manter sob seu controle as reservas de petróleo em seu domínio. Assim como também vale para se adonar de outras reservas em "terras raras". Lítio, nióbio, ouro...

Cabe aos governos próximos uma postura de defesa intransigente e solidária da soberania nacional e popular. O presidente venezuelano Nicolás Maduro já tem de prontidão 4,5 milhões de milicianos, gente do povo, como deve ser, armados para defender sua terra do maldito invasor.

E o governo brasileiro que trate de deixar de ser lacaio dos EUA, pois quando vetou a entrada da Venezuela nos BRICs e acusou as eleições venezuelanas de fraudulentas, fez o jogo que agrada Washington. Nada de novo nesse front, afinal de contas...

Quando o Paraguai permite a intromissão do FBI em suas terras para suposto combate ao Hezbollah ou quando tropas ianques se movimentam no Peru e Equador, fica complicado de acreditar numa unidade latino americana a não ser a da vassalagem e do capachismo ideológico e geopolítico, que permeiam boa parte dos governos da região.

Os governos mexicano e colombiano acenam com uma posição de defesa da soberania. Pena não terem a companhia dos demais que por medo ou conveniência omitem uma atitude e posicionamento condizentes com aquilo que entendemos por dignidade e amor próprio.

Que se levantem todos ante a tirania! 

quarta-feira, 20 de agosto de 2025

PASSANDO A MARGARINA NO WOKEÍSMO

 





Na era lulo liberal a ascendência de uma classe média negra é uma realidade sem precedentes no conto fictício do marketing e da propaganda, tanto oficial, quanto institucional.

De banco à produtos de beleza; principalmente os anúncios vinculados nas redes sociais e plataformas.
Eis, o triunfo caricatural do wokeísmo!

O tempo da família basicamente branca, nuclear, idealizada, tendo o pai, a mãe, o filho e a filha reunidos à mesa do café da manhã, sorridentes ao passar margarina no pão, sinaliza a mudança do estereótipo estético e racial, porém concentrado no plano de fundo classe mediano familiar.

O que isso significa?

Que a prática da "inclusão" é um cenário concreto vigente na sociedade brasileira?
Ou será apenas um efeito narrativo?

Sem atingir o núcleo da superação da sociedade de classes, a pequena burguesia, ou classe média, serve de sustentáculo moral e ideológico do campo da base sócio estrutural.

Se trata da fundamentação da representatividade do que se tornou conhecido também por "diversidade".

Por mais banal que possa parecer, o detalhe de anúncios incluírem mais a presença de pessoas negras, refletem muito o espírito atual desse tempo;
A linguagem é cheia de truques e trucagens. Qualquer coisa dita que não soe bem aos ouvidos moralistas identitários, a cultura do cancelamento é acionada tal como um tribunal da inquisição.

É o $i$tema operando como commodity o antirracismo ou um nicho de mercado de defesa de direitos de determinada minoria com garantia de retorno financeiro, fidelizando um público ávido por "visibilidade". Ou seja, pro status quo o que importa é capitalizar a performance woke independente do grau de "emancipação" humana incutida ou como chamam mais à moda pós-moderna neo progressista, "empoderamento". O "fim do preconceito" só é possível com o fim do próprio sistema capitalista. Mas enquanto isso, a distração é garantida por via de cotas e ações afirmativas...

E a propaganda funcionalmente trata de tornar isso tudo em uma "realidade".

Apenas mudou a "cor"... 

PARA ONDE VAI A VENEZUELA?

  Um imenso ponto de interrogação pintado (a óleo...) sobre a bandeira venezuelana se apresenta. Esta não é somente uma simples indagação e ...