Na era lulo liberal a
ascendência de uma classe média negra é uma realidade sem precedentes no
conto fictício do marketing e da propaganda, tanto oficial, quanto
institucional.
De banco à produtos de beleza; principalmente os anúncios vinculados nas redes sociais e plataformas.
Eis, o triunfo caricatural do wokeísmo!
O
tempo da família basicamente branca, nuclear, idealizada, tendo o pai, a
mãe, o filho e a filha reunidos à mesa do café da manhã, sorridentes ao
passar margarina no pão, sinaliza a mudança do estereótipo estético e
racial, porém concentrado no plano de fundo classe mediano familiar.
O que isso significa?
Que a prática da "inclusão" é um cenário concreto vigente na sociedade brasileira?
Ou será apenas um efeito narrativo?
Sem
atingir o núcleo da superação da sociedade de classes, a pequena
burguesia, ou classe média, serve de sustentáculo moral e ideológico do
campo da base sócio estrutural.
Se trata da fundamentação da representatividade do que se tornou conhecido também por "diversidade".
Por
mais banal que possa parecer, o detalhe de anúncios incluírem mais a
presença de pessoas negras, refletem muito o espírito atual desse tempo;
A
linguagem é cheia de truques e trucagens. Qualquer coisa dita que não
soe bem aos ouvidos moralistas identitários, a cultura do cancelamento é
acionada tal como um tribunal da inquisição.
É o $i$tema
operando como commodity o antirracismo ou um nicho de mercado de defesa
de direitos de determinada minoria com garantia de retorno financeiro,
fidelizando um público ávido por "visibilidade". Ou seja, pro status quo
o que importa é capitalizar a performance woke independente do grau de
"emancipação" humana incutida ou como chamam mais à moda pós-moderna neo
progressista, "empoderamento". O "fim do preconceito" só é possível com
o fim do próprio sistema capitalista. Mas enquanto isso, a distração é
garantida por via de cotas e ações afirmativas...
E a propaganda funcionalmente trata de tornar isso tudo em uma "realidade".
Apenas mudou a "cor"...

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