Com o veto do governo brasileiro à entrada da Venezuela nos BRICS, completa-se mais um capítulo da vergonhosa vassalagem pró imperialismo do país-quintal.
História que parece nunca ter fim, que não surpreende do ponto de vista diplomático curvar-se aos ditames do império do norte/da morte.
Se de um lado do espectro político temos o servilismo ao partido republicano, do outro temos a mesma genuflexão em relação ao partido democrata.
Tanto um quanto outro disputam quem mais serve ao seu senhor. Eis a "polarização", este embuste discursivo gerado pelas frações plutocráticas em meio ao cenário de guerra híbrida geral.
O Brasil joga contra um país vizinho, pra favorecer a vontade dos predadores ianques, comedores de carniça, que canibalizam a América Latina e o Terceiro Mundo.
A ideologia orquestrada da impostura à respeito dos resultados das eleições venezuelanas e o estigma de "ditadura" imposto ao regime de Nicolás Maduro, é a verdadeira fraude política que nos faz enquanto nação cair de joelhos perante os interesses imperiais.
Enquanto isso, em outro país vizinho, o Peru, nada ou pouco se noticia sobre o regime " democrático" de Dina Boluarte, a usurpadora golpista, que assassinou dezenas em protestos de ruas anos atrás. Não repercute porque se trata de outro país vassalo. O que incomoda mesmo é agir soberanamente e sofrer as consequências, como embargo econômico e mentiras vinculadas pela mídia burgo corporativa (a mesma que tanto diz "combater" as tais "fake news").
Temos um país prostrado. Um governo domesticado. Como sempre foram todos outros de 64 pra cá. O sonho da "Pátria Grande" latino americana sofre mais um golpe. Mas tem os tolos que apóiam e aplaudem. Ajoelhados no milho, evidentemente, e sabujamente comportam-se como claque do decadente ocidente. Oxalá, um dia isso mude...mas com bolsolulas e lulonaros a disputa pelo "funcionário do mês" é extremamente acirrada!
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