*(Publicado em Palestina Hoje no Telegram)
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*O Ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel, Gideon Saar, chegou à Somalilândia na terça-feira de manhã, na primeira visita oficial desde que Israel reconheceu a soberania da região separatista da Somália.
Saar foi fotografado a reunir-se com o Presidente da Somalilândia, Abdirahman Mohamed Abdullahi.
Saar e Abdirahman estão programados para realizar uma conferência de imprensa conjunta no palácio presidencial em Hargeisa, a capital da Somalilândia, no final do dia.
Enquanto isso, o sionismo avança na África...
Enquanto EUA, Rússia e China encabeçam suas zonas de influência, parece que neste momento - enquanto o foco está voltado para a América Latina com o caso da ação de terrorismo de estado estadunidense contra a Venezuela - Israel age paralelamente na surdina avançando para a África.
O projeto da "Grande Israel" parece querer aumentar a sua expansão para além do Oriente Médio e visa talvez neutralizar a resistência anti colonialista dos povos e países daquele continente.
A Somalilândia emancipa-se da Somália que há anos vem sofrendo com uma guerra civil, patrocinada pelos ianques (...sempre ele$).
Guerras separatistas são sempre bem vindas para os negócios lucrativos das armas. A indústria bélica fatura como nunca!
Os números vão para muito além das planilhas financeiras e atingem a cifra de 4 milhões de mortos, atingidos diretamente pela guerra quanto pela fome decorrida em consequência.
Um quadro de crise humanitária cada vez mais agravada pela mentalidade criminosa expansionista de uma potência, financiando grupos terroristas e alimentando conflitos tribais, levando ao poder seus fantoches e espantalhos.
Enfim, o resumo de todo esse quadro ainda muito complexo, está nos pontos de ligação e de interesse que unem EUA e Israel.
Carta branca do sionismo para agir à vontade geopoliticamente e estabelecer colaborações mútuas com entrepostos estrategicamente bem localizados geograficamente e em momento de turbulência interna (guerra civil, revolução colorida...).
O contexto atual permite conexões avançadas do ponto de vista do "vale tudo" que se tornou a geopolítica, uma selva de predadores vorazes, contra presas fáceis, atraídas pelo cheiro da oportunidade e iludidas pela obtenção de vantagens a perder de vista...o que na realidade nunca se cumpre.
No mais, a possibilidade da criatura crescer e se tornar maior que o criador é sempre uma constante. Só para lembrar, foi o Reino Unido quem fomentou os EUA. Lançando na terra da América, a semente de uma erva daninha.
E hoje os EUA reinam de maneira imperialista, tendo como aliado subjugado o próprio Reino Unido.
Os EUA em relação à Israel segue a mesma trilha. Zero surpresa se num futuro não muito distante, o sionismo assumir escancaradamente a sua dominação global, tendo os EUA na sua coleira...a coisa ainda está muito nas sombras. Mas um outro dia está nascendo e ele não parece muito ensolarado e agradável.
Muito pelo contrário.
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