quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

QUAL TRABALHISMO?




*imagem ilustrativa símbolo do Trabalhismo 

Parodiando o título do livro "Qual Socialismo?"de Norberto Bobbio, podemos transferir a pergunta quando nos deparamos com um tema atual sendo comentado que é o "Novo Trabalhismo".


Sem se prender muito a explicações prolixas e pouco prolíficas, a corrente trabalhista brasileira tem seu auge com Getúlio Vargas e o então PTB.


Depois do PTB sequestrado pela politicalha quinta coluna, o espólio trabalhista segue conduzido pelas mãos de Leonel Brizola e seu PDT.


Após a morte de Brizola, o Trabalhismo virou um fantasma...algo mitológico cujo significado carrega ainda a expressão mais moderna e avançada em termos de desenvolvimento e projeto de país, tendo a frente um Estado como seu precursor.


Hoje não temos mais desenvolvimento. Muito menos projeto de país e um Estado que o povo possa chamar de seu.


A despeito de toda crítica uspiana visando forçar a barra em comparação ao fascismo italiano, a birra ideológica levada adiante pelo entreguista e coveiro oficial FHC em sua obsessão em "enterrar a Era Vargas", o Trabalhismo hoje em dia retorna numa roupagem que muito pouco remonta aos seus áureos tempos.


A CLT por exemplo, segue como um fio daquilo que restou em termos de conquistas para a Classe Trabalhadora advinda do ideário trabalhista. Porém, a burguesia rentista colonizada faz questão de rasgar a sua legitimidade, insistindo num modelo vigente anti trabalhista, desindustrializante, anulando os direitos adquiridos, impondo uma suposta "negociação" entre capital e trabalho, o que torna o contexto atual pior que os tempos da escravidão.


Mas depois de toda esse preâmbulo, de que raios afinal falam quando se referem a esse tal "Novo Trabalhismo"?


Na era dos podcasts, há entrevistas e debates com aglutinados ao tema e supostos defensores dessa ideia. Mas pelo que se nota há muito pouco de consistência política e coerência ideológica; não há nada o que esperar quando até pouco tempo alguém como Ciro Gomes era a figura "referência", a frente então do roto e remendado PDT.


Qual Trabalhismo afinal propagam e apregoam se não houver contido um "projeto de país" até não ser diluído pelas elites dominantes? Uma remodelagem de cunho soberano e nacionalista não sobreviverá sem anular as infames reformas trabalhistas e previdenciária do nefasto governo Temer. Tornar-se a impossível retomar na prática algo que nem na teoria se apresenta como uma proposta concreta. No circo das vicissitudes vazias só haverá o eco de um passado outrora menos catastrófico para os trabalhadores se estes não forem ouvidos e serem a sua massa alicerçada, mobilizada e organizada.


O resto é papo furado pra encher linguiça de podcast.

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