quarta-feira, 29 de outubro de 2025

Río de Janeiro e o faroeste pós moderno




O banho de sangue no Rio de Janeiro evidencia o fracasso do Estado no combate à criminalidade e à falta de uma política de segurança pública minimamente decente.

Não só em termos de repressão, mas de prevenção.

A prevenção no caso, está no reforço do investimento em EDUCAÇÃO. E somente um governo ao longo dos últimos 40 anos de "redemocratização", teve lançada uma alternativa realmente exequível nesse aspecto: o governo de Leonel Brizola e seus Cieps.

No entanto, o governo de Brizola sempre foi constante e sistematicamente sabotado pelos meios de comunicação, principalmente a Rede Globo, e pelos políticos corruptos apoiados por essa facção da classe dominante.

Darcy Ribeiro afirmou uma vez que se o Brasil não investisse em escolas, teria que num futuro próximo investir em presídios.
O resultado está aí.

Quem sabe, poderiam ser poupadas vidas de jovens, trabalhadores e da população em geral caso houvesse um projeto nacional robusto visando acima de tudo o bem estar do povo.

Pode-se alegar o início de todo esse ciclo de violência aos tempos da ditadura militar que permitiu um êxodo rural, dividindo esse ônus assim com os governos ditos democráticos que nunca promoveram uma reforma agrária e urbana eficaz.

Os governos estaduais e federais ao longo do tempo, têm cada um sua parcela de responsabilidade em uma mistura de incompetência e corrupção.

O faroeste sanguinolento entre polícia e bandidos seguirá e muitas mortes violentas ainda acontecerão se nada efetivamente for feito de maneira concreta em termos de prevenção e repressão.

As operações policiais coordenadas utilizando de logística e inteligência que possam poupar vidas de inocentes desarmados seriam mais que necessárias.

Entretanto, resta saber se de fato há interesse em implementar algo nesse sentido ou se tudo isso não refletirá em discursos demagógicos e oportunistas visando futuros ganhos eleitorais em cima da tragédia cotidiana que passa o povo dessas comunidades.

Não só no Rio de Janeiro, mas também em estados como São Paulo e Ceará também estão em uma ebulição caótica desenfreada provocada pelo crime organizado. Estados estes nas mãos de facções e de futuros pretendentes aspirantes ao cargo da presidência da República. Preocupante...

Há quem qualifique os mortos de terroristas, outros de vítimas. O que importa o Fla Flu dessa linguagem mistificadora e a quê ou a quem serve?

Enquanto isso, segue a contagem de corpos, o sensacionalismo, a politicagem, a disputa ideológica patética, o oportunismo moralista discursivo, o arrivismo e a ignorância.

Sofrem os trabalhadores, além da exploração, com a incerteza se voltam ou não para casa ou se conseguirão trabalhar no dia seguinte.

Cada dia é uma batalha diferente, de uma guerra interminável que poderia muito bem ser evitada.

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