O despertar de povos que durante anos, décadas e séculos submeteram-se à escravidão e ao colonialismo é algo que deve ser considerado por todos aqueles que se dizem defensores dos explorados e oprimidos, como fenômeno magnânimo e digno de apoio inconteste.
Massas populacionais tomando as ruas, insurgidas contra seus tiranos e sua classe minoritária dominante, parasitárias de suas riquezas. Uma classe dominante que por sua vez, submissa às cúpulas internacionais, verdadeiras oligarquias do capital financeiro e que na verdade pouco ou quase mais nada produtivas o são nos dias de hoje.
Países subdesenvolvidos só podem se libertar do jugo da exploração, da opressão e da humilhação causados pelo imperialismo, agarrando seus chefetes e supostos líderes pelo colarinho, arrastando-os para o seu patíbulo.
Nenhuma outra imagem histórica é tão redentora quanto essa!
Tomamos como exemplo a África. A terra onde o ser humano surgiu.
A África é uma terra em transe. Parafraseando a obra de Glauber Rocha, o grande continente africano encontra-se pelo menos em parte, em plena ebulição. Dilacerado em colônias - ver o mapa
da colonização africana abaixo - mas "privilegiado" por conter em suas entranhas infinitas riquezas como ouro, diamante, petróleo, urânio, etc. o continente africano sempre foi objeto- e tratado como objeto - da sanha gananciosa, racista e predatória de metrópoles europeias que em troca trouxeram a primazia da escravidão, do colonialismo, do roubo e saque de suas riquezas e de seus
povos, humilhados e explorados, vistos como inferiores aos olhos da dominação usurpadora.
Acontecimentos como o "golpe militar" do Níger são demonstrações, ainda que incipientes, de uma sublevação que podem traduzir num futuro próximo algum legado como deixaram as figuras de líderes como Sankara, Samora Machel, Lumumba, Kadafi, com propósitos revolucionários e outros como Mandela na luta contra o apartheid. Numa tradução breve toda a luta dos povos oprimidos é uma luta contra o capitalismo. Se assim não for, será apenas algo em vão.


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