quarta-feira, 3 de maio de 2023

PL 2630: MINISTÉRIO DA VERDADE OU MONOPÓLIO DA MENTIRA? OU QUANDO NÃO DEU NO NEW YORK TIMES...

 

 


 FOTO: Cena do filme Deu no New York Times 

 

 Em “1984” obra de George Orwell
(stalinistas já irão parar de ler este texto por aqui, rs.),
há o chamado “Ministério da Verdade” que tudo controla na sociedade, sobretudo
o pensamento e a livre circulação de ideias, falsificando o passado e tudo a ele
que se referencia.
 
 O tema do PL 2630 que trata das fake news ganha notoriedade por estar em disputa 
o monopólio da mentira. De um lado as Big Techs com Google e Meta alegando
cerceamento de conteúdo e de outro os conglomerados midiáticos tradicionais,
esses "bastiões da liberdade de expressão"(SIC!), saindo em sua defesa, tais
como a Rede Globo. A disputa aqui é de mercado. Nada mais. 
 
 Não se iludam aqueles que venham a tirar partido desta quizumba. 
 Quem tiver mais parlamentares no bolso, leva a taça. 
 Eis a regra do jogo-jogado. Quando se trata de política e finanças, 
 todos atuam no mesmo time.  
 
Tudo isso lembra um pouco também o filme de Henfil, "Deu no New York Times"
 em que numa república imaginária - Tanga - tudo só "acontecia" no lugar 
 se aparecia nas manchetes do mencionado jornal estadunidense. 
 Vale a pena procurar e assistir. Fica a dica deste blog sem categoria.
 
 Não há debate algum com a sociedade, que sem dúvida mais de 90% da população
não deve saber da sua natureza e do que afinal se trata, ou muito mal se informa 
por redes sociais ou pela própria mídia corporativa, a vida segue o trâmite por estes
bastidores insalubres da república liberal burguesa decadente.
 
 Apesar de estar em regime de votação no Congresso Nacional, ultimamente neste país 
 quem tem dado as ordens, mandando prender e soltar - literalmente - tem sido o 
 Poder Judiciário. Ou Juristocracia para os íntimos. 
 Desde a infame operação lava jato, o modus operandi tem sido este.  
 Mas afinal, o que há por trás da ideia deste projeto.
 
 Cabe aqui algumas interrogações:
 Há quem serve as tais "agências verificadoras de fatos"? Quem as financia?
 Será que atuam pelo restabelecimento da verdade e nada mais que a verdade 
 pura e factual ou não passa de uma imposição retórica ideológica? 
 Vide a versão “oficial” vigente(made in OTAN) sobre a guerra na Ucrânia, vinculada
 tanto pelas plataformas, quanto pela mídia ocidental; é tudo pela “democracia”!  
 Ou como afirmado anteriormente, 
 trata-se de uma disputa de mercado, disfarçada de uma pretensa aura 
 de credibilidade e de lisura das informações.
 
 A queda de braço político partidário em que mais uma vez o manjado Fla Flu 
 bolsonarismo versus petismo entra em campo? Ora, ingenuidade ou cinismo? 
 A tal Frente Ampla de Lula/Alckmin comporta bolsonaristas no próprio governo!
 E nesse tiroteio todo, onde cabe a mídia alternativa e independente?
 
 Vai continuar apoiando quem aponta uma arma contra sua própria cabeça, 
 sem saber que amanhã ou depois seu conteúdo divulgado se por ventura vier a 
 contrariar os poderosos interesses dos quais seja direta ou indiretamente refém, 
 seja considerado falso e venham a disparar o gatilho ?
 
 No caso de uma regulamentação social sobre as Big Techs, não deveria também 
 ser estendida aos monopólios midiáticos corporativos? Ou estes estão acima do 
 bem e do mal? Não devem ser regulados pelas leis vigentes no país ou só 
 conhecem a "lei do mercado"
 
 E as concessões públicas de comunicações que os governos praticam há décadas 
 beneficiando determinados grupos, como religiosos e apadrinhados parlamentares? 
 
 Questões em aberto, portanto, quem nada tem a temer, que atire a primeira pedra…
 
 E assim esse presente texto encerra-se com estas interrogações. 
 Persistindo na deriva pelo oceano da dúvida. 
 Desconfiando de quem vive jogando bingo 
 com nossas cabeças. Mesmo que se regule bem ou mal a internet, ela ainda 
 continuará abrigando uma enorme quantidade de lixo de toda espécie. 
 Novas bombas como o Chat GPT e outras invencionices surgirão. Robôs no comando.
 Discursos de ódio não cabem contra russos e o contraditório desaparece, 
 assassinando a dialética através das imposições dos mecanismos de poder instituídos.
 
 Como disse Noam Chomsky em uma recente entrevista, sobre inteligência artificial :


"As grandes empresas têm poder político por uma razão muito simples: dinheiro,
capital. Podem comprar congressistas, podem comprar senadores,
podem comprar eleições. Chama-se a isso poder. Não é nada de novo(...)
São os poderosos que escrevem a legislação. Isto é um problema que existe
nas sociedades capitalistas".


Das antenas aos algoritmos, está passando na sua tela mais uma mentira…


 



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