segunda-feira, 2 de janeiro de 2023

A POSSE E O VELÓRIO: QUANDO O ESPETÁCULO NÃO PODE PARAR

 


 

2023 começa com Lula e sem Pelé. A posse do novo presidente e o velório do rei do futebol, coincidem por estas idiossincrasias da vida. Peças do destino. A mídia corporativa no entanto capitaliza com ambos "eventos"; Pelé faleceu dia 29 de dezembro, enquanto a posse é dia 1°de janeiro. Haveria um "colapso" de cobertura midiática se o velório e sepultamento do rei coincidisse com o empossamento do novo presidente, no mesmo dia? Decerto que sim. Repórteres e equipes de jornalismo teriam que se desdobrar, e o frenezi seria muito intenso e bipolarizado, entre a tristeza da partida do rei e a euforia da posse do ex-metalúrgico. 

Para evitar tal contratempo, os mortos podem esperar, mesmo que sejam eternos, como o rei. Não se trata somente de títulos, solenidades, condecorações e demais salamaleques; o "espetáculo" na tela não pode parar. O que se pode capturar para mexer com os brios e a comoção das pessoas, e da opinião pública, a imprensa comercial não trata de medir esforços, pois isso significa capitalizar em torno da dor, da alegria, da memória, da euforia, da histeria coletiva, etc. 

Entre o luto e a esperança, renasce sempre o espírito de porco do status quo; as maquinações ideológicas operam a condução dos sentimentos, em torno de duas figuras com apelo popular e em situações completamente díspares: enquanto um se vai, o outro retorna. O jogo da vida vai sendo jogado. Então, lágrimas e sorrisos se confundem nesta hora, tal como um caleidoscópio de emoções. O espetáculo segue e o show não pode parar.

PS:Resta saber se Lula será uma "rainha". Tal como foi a também falecida rainha Elizabeth da Inglaterra. Reinava, mas não governava. Alguma dúvida aí?

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