Já dizia Brecht sobre o fascismo: "Não devemos clamar vitória sobre o cão bastardo, pois a cadela que o pariu está novamente no cio".
E a cachorrada para engravidá-la está aí. Em pomposos cargos republicanos. Engravatados, togados e fardados. Enrolados na bandeira privatizada do Brasil, não importa se no bairro do Estreito aqui em Floripa na frente do 63º Batalhão, ou em New York.
A frase, ou expressão atravessada "Perdeu mané, não amola" do juiz do STF, Luiz Roberto Barroso, para um manifestante hostil, evidencia o quadro da baixaria que predomina atualmente sobre o comportamento médio/mediano/medíocre do "ser" brasileiro.
DO LAVAJATISMO AO PATRIOTISMO MANÉ
Nas últimas semanas, o Brasil parece ter se deslocado para o exterior; seja na perfumaria oficial da COP 27, ou para a conferência em NY que reuniu próceres da elite brazuca. E os "patriotas" de lá - nascidos no Brasil - mas que enchem o saco onde estiverem - não perdem tempo em atacar os antigos amiguinhos agora vistos como traidores.
Todo "patriota" é lavajatista. Todo "patriota" adorava ver William Bonner descascar em cima do PT em 2016. Todo "patriota" adorava o supremo, com tudo. Éramos todos Cunha...Mas...o que aconteceu de lá para cá, afinal de contas?
Alexandre de Moraes, o Xandão, queridão da ex-querda, assumiu o posto de ministro da justiça no governo golpista de Michel Temer. Indicado pelo vampiro para o STF, agora preside o TSE, e coleciona desafetos. De bolsonaristas ao PCO. Mas quem mesmo originou o bolsonarismo?
O "VERÃO" DE 16
Por onde andavam estes senhores naquele verão de 2016? Ajudando a engravidar a cadela que Brecht se referia! Apoiando incondicionalmente a Operação Lava-Jato, com Globo, o Supremo...com tudo!
Tudo para combater a corrupção de um partido só. Nada mais farsesco. O então juiz, Sérgio Moro, constantemente visitava os EUA para a realização de "cursos". E com que finalidade? Entregar o país.
O que produziu uma devassa na indústria nacional, quebrando empresas, e provocando a perda de milhares de empregos. Moro, o herói nacional!
E eis, que em 2017 surge o "messias"...
O espantalho de guerra híbrida chamado Bolsonaro gerou uma horda de fanáticos seguidores, que o chamam de "mito". Eleito em 2018, chamou para o ministério da justiça, o "herói"; o "mito" e o "herói", parecendo Batman e Robin.
O protofascismo ultraliberal privatizante, "antissistema"(SIC!) e arrivista esgarçou o tecido social e provocou a anomia em que ainda estamos enfiados até o talo.
O restante da história sabemos todos.
...CHUPA ESSA MANGA
Mas que fique registrado que a vulgarização da linguagem também está na boca de magistrados. Tão moralistas e empedernidos, por mais que sigam o rito litúrgico do cargo, quase semi deuses da justiça dos homens sucumbem às expressões mais rasteiras.
A criatura se volta contra o criador. O lavajatismo e o bolsonarismo são gêmeos siameses. A nova direita raivosinha. É o que temos para agora. E agora? Então quem pariu essa direita que a embale. Né ô mané!?
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