Os bandidos da classe alta tem tapete vermelho institucional.
(ou seria verde-amarelo?)
Mesmo flagrados na hora do crime, recebem tratamento diferenciado.
"-Vossa Excelência está preso"
Vivendas da Barra não é Jacarezinho.
Aliás, à parte do processo eleitoral esse texto visa uma análise que
percorre a historicidade sobre as relações de poder no interior da sociedade.
Aqui a questão não é sobre quem atirou primeiro; mas como uma ação
dócil da PF - se comparada com as outras ações corriqueiras praticadas pelas
instituições policiais diante das comunidades faveladas e periféricas -
denota uma diferenciação de classe no tratamento, independente de quem
seja o suspeito, ou no caso, o criminoso de classe chamado Jefferson.
Aqui não teve pé na porta, gritos de intimidação e demonstração de força.
"Mão na cabeça, vagabundo" não se usa contra "autoridade".
Algum outro Jefferson, se fosse pobre, jovem, preto, estaria crivado de bala.
Ou se fosse um menino a caminho da escola, com a cabeça estourada por uma
"bala endereçada". Mera colateralidade. Apenas isso, pois numa GUERRA
inocentes também morrem. Não precisa ser um sociólogo gabaritado para ver e
analisar esse quadro discrepante. A cena do crime tem as digitais institucionais.
E as credenciais são oficiais.
Em qualquer lugar se qualquer guarnição policial é recebida a bala, e a granada,
a reação seria imediata e instantânea. Ia ter cadáver, sim!
O bandido Jefferson tem prerrogativas, apesar da extensa ficha corrida,
e mesmo com esse agravante o lema do bolsonarismo "bandido bom é bandido morto"
aqui não se aplica. Uma exceção à regra com os típicos requintes da mentira ultraliberal
protofascista que o povo periquito tanto louva e endeusa.
No Brasil, bandido tem classe social.
E isso é mais um "privilégio" das classes dominantes.
Por isso, segue o massacre de classes .
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